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Como Começamos

Aos 18 anos eu já vislumbrava como seria minha vida. Entraria na Faculdade de Direito e trabalharia com meu pai, provavelmente sucedendo-o em seu prestigiado escritório de advocacia. Viveria, assim como ele, no meio de nomes importantes na área jurídica, tendo a vidinha que ele esperava de mim e que eu achava que me faria feliz.

Pouco mais de 20 anos depois, descobri que não tenho o dom de prever o futuro. Embora com algum talento para a advocacia, não aguentava mais o formalismo, a rigidez e os valores cultivados pela maioria dos profissionais do Direito que eu conhecia. O simples fato de alguém me chamar de “Doutora” já me incomodava, como se a dita cuja fosse uma espécie de “encosto” que me impedia de ser eu mesma. Fato é que eu era gorda demais, informal demais e sincera demais para aquele mundinho de aparências, status e ambição exacerbada onde eu me encontrava.

Até que em 2016, no alto dos meus 42 anos, joguei tudo para o alto e abandonei a advocacia sem olhar para trás. Pela primeira vez eu me sentia livre para ser quem eu quisesse, me comportar como eu quisesse, ter a vida que eu quisesse. Mas aí veio o dilema... quem sou eu? O que eu quero para mim? Havia me reprimido por tanto tempo que não tinha mais estas respostas. E pode soar estranho, mas foi a MODA que me ajudou neste maravilhoso resgate de mim mesma.

Embora totalmente perdida em termos profissionais, eu tinha um problema mais urgente para resolver. Meu guarda-roupas, formado quase exclusivamente por algumas peças sociais que retratavam a rigidez e formalidade da minha antiga profissão, não mais me representava. Mais do que isso, aquelas roupas simbolizavam a prisão da qual eu havia escapado e para onde não tinha a intenção de retornar.

Em busca de novas roupas que vestissem meu corpo bem acima da numeração 44, conheci uma feira de marcas plus size e, ao me deparar com um espaço enorme, lotado de consumidoras como eu e araras repletas de roupas que me serviam, lembro de experimentar um sentimento de aceitação e pertencimento que jamais havia sentido. Pela primeira vez eu estava escolhendo roupas com o coração, conforme a sensação que me despertavam, e não simplesmente porque eram grandes o suficiente para cobrir meu corpo. Foi então que entendi que eu também podia me expressar através das minhas roupas e não precisava mais reprimir ou esconder quem eu sou, uma mulher gorda mas que também é muito mais do que isso e tem o direito de ser feliz sendo quem é. E foi através de roupas novas que eu iniciei uma jornada maravilhosa de resgate de mim mesma, após tantos anos me reprimindo para agradar os outros.

A roupa nos dá dignidade e é uma poderosa forma de autoconhecimento e comunicação. Através da roupa temos o poder de dizer ao mundo quem somos, se nos conhecemos e nos amamos. E todos temos direito a esta forma de expressão e satisfação pessoal, independentemente do tamanho da silhueta.

Foi então que encontrei a paixão por criar roupas que acredito sejam capazes de despertar o melhor de nós mesmas, porque somos imbatíveis quando nos conhecemos de verdade e seguimos a vida convictas e satisfeitas com a contribuição única que temos a dar ao universo e a todos à nossa volta. Foi assim que nasceu a Fruta Pão.

Conheça mais sobre nós na aba SUSTENTABILIDADE. Somos muito mais do que uma marca de Moda Inclusiva, trabalhamos para entregar um mundo melhor do que aquele que encontramos.

Patrícia de Oliveira Robortella

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